Lá quem posta e publica é o visitante. Não perca a opor- tunidade
de mandar alguém,
ou alguma coisa que lhe con- trarie, pra lá!
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Minha cadela "TELEMAR", criatura cretina, cínica e vadia! Para lidar com ela é ne- cessário muito
"pulso" e pa- ciência. Toma vergonha ca- chorra! Passa fora, vai deitar!
Quem é que nunca "pagou um mico"? Se você é uma pessoa honesta, há de admitir que já passou por aquela situação horrível, quando se sente vontade de esconder a cara, que nem avestruz, no primeiro buraco que aparece disponível. Micos, eu? CLARO!!! Sou um colecionador deles, certificação "ISO 9000", tenho de todos os tipos e tamanhos. Tenho um que só conto pros amigos, um "micaço", daqueles de tirar o chapéu. Daqueles que dá vergonha só de lembrar, antes de pensar no assunto, primeiro olho pros lados pra ver se tem algum telepata de plantão. Eu poderia ficar algumas horas falando nisso e contando maus pedaços que passei, coisas extremamente delicadas e risíveis. Pra não deixar o pessoal que me atura aqui no blog sem uma boa risada, vou contar o mico da antena, um levezinho, só pra não passar em branco. Era um Domingo de verão e eu, que já planejava consertar minha antena parabólica há muito tempo, resolvo, de repente, que seria aquele dia o mais apropriado para cumprir a tarefa. Dez horas da manhã, parto eu, acompanhado de uma escada e uma caixa de ferramentas, pro telhado, quatro andares acima do que eu residia. Subo as escadas, coloco as ferramentas no buraco do alçapão, subo para a laje, me arrastando por um caminho estreito até a porta que saía pro telhado. Lá em cima, um calor medonho e uma sujeira de dar inveja aos porcos. Fico por lá umas três horas, desço e subo umas duas vezes e, lá pelas 13 horas, afinal, tudo pronto. Eu, imundo, suarento e com os cabelos parecendo os do boneco Ken (namorado da Barbie), resolvo sair o mais depressa possível de lá, desço o alçapão, recolho tudo e parto para casa. Desço os andares, sigo pelo corredor com a luz apagada, com aquela cegueira que a gente sente quando sai do sol e adentra num ambiente escuro, tateando as paredes e já vendo a porta do meu apartamento entreaberta deixando a luz vazar pro corredor, num ímpeto de felicidade, largo as coisas na porta e invado a casa, doido pra tomar um banho e almoçar. Cinco metros dentro da sala, me deparo com umas dez pessoas almoçando numa mesa grande, alguns desconhecidos, outros vizinhos velhos conhecidos. Todos assustadíssimos com a minha invasão e, até o reconhecimento tardio, em posição de defesa. Eu, super envergonhado, pingando suor no tapete da sala, com o rosto preto, corpo imundo, cabelo em pé e sebento e já andando de costas, saio balbuciando umas palavras ininteligíveis, que saíam do meu cérebro até a boca e ficavam por ali mesmo, sem escapar. Eu havia me enganado de andar! Esse é um mico bacana, mas, não um dos melhores de minha coleção. Qualquer dia eu conto o "mico do sorvete", esse é de gelar! E você, tem coragem de contar unzinho seu?